O FIM!

O FIM!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Baden-Powell, por Winston Churchill

Retirado do livro "Grandes Contemporâneos", 1937.
Traduzido da versão em espanholPor Clóvis Henrique
Os três generais mais famosos que conheci em minha vida não se destacaram por ganharem batalhas contra inimigos estrangeiros. No entanto, seus nomes, todos os quais iniciados por “B”, se converteram para nós em expressões familiares. São os generais Bootli, Botha e Baden-Powell. Ao general Booth nós devemos o Exército da Salvação, ao General Botha, a União Sul-Africana e ao General Baden-Powell, o Movimento Escoteiro.
Dadas as incertezas deste mundo, de nada podemos estar certos, no entanto parece provável que daqui há uns duzentos anos ou mais, as obras destes três grandes homens estarão propagando a fama de seus criadores. Não com um testemunho frio de bronze ou pedra, mas sim como instituições que guiam e formam vidas e pensamentos dos homens.
Recordo-me perfeitamente da primeira vez que vi o herói deste artigo, hoje Lord Baden Powell. Eu tinha ido com minha equipe para participar da copa de cavalaria em Meerut. Nesta localidade estavam situados os círculos sociais e desportivos do exército inglês na Índia. Durante a noite diante de numerosa platéia eram feitas pequenas apresentações teatrais e a atração principal se constituía em um animado número de música e dança levado a cabo por um oficial da tropa, vestido com uniforme brilhante, e por uma bela senhora. Ocupando, entre os outros jovens oficiais, uma cadeira na platéia, me causou surpresa a excelente apresentação que poderia competir com vantagem com qualquer dos teatros de variedades da época. Disseram-me: “Este é B-P, um homem extraordinário! Ganhou a copa Kadir, tem muitos anos de serviço em nossa corporação. Falam muito e não acabam os seus méritos como militar, no entanto não deixa de ser surpreendente ver um oficial antigo dançar com tanto entusiasmo diante de seus subalternos!” Tive a sorte de conhecer essa celebridade de várias facetas antes que fossem encerradas as competições.
Três anos se passaram antes que eu o voltasse a ver. O cenário e a ocasião eram distintos. O exército do Lord Roberts acabava de entrar em Petroria e o General Baden Powell, que acabava de ser liberado de Mafeking após um cerco de 217 dias, vinha a cavalo por duzentas ou trezentas milhas desde Transval para apresentar-se ao General Chefe e apresentar os relatórios de sua missão. Estive com ele para uma entrevista com o objetivo de proporcionar ao jornal “Morning Post” um relato fiel de sua famosa defesa. Cavalgamos juntos durante pelo menos uma hora e quando por fim se decidiu falar, foi esplêndido! Seu relato me comovia e ele se exaltava ao referir-se aos acontecimentos. (...) Antes de encerrá-lo, eu o mostrei e ele, após atenta leitura e com certa demonstração de constrangimento, me devolveu sorridente, dizendo: “Falar com você é o mesmo que falar com um gravador”. Eu não posso deixar de reconhecer que me senti agradecido pelo comentário.
Naqueles dias, a fama de B-P como soldado era tamanha que virou um herói popular da guerra. Afinal, vendo as outras bem organizadas tropas inglesas lutando com os boers, o povo não podia deixar de reconhecer e aplaudir a grande e obstinada defesa de Mafeking feita de maneira incansável por um grupo de homens dez ou doze vezes menos numeroso que o dos inimigos.
Ninguém acreditava que Mafeking resistiria a metade do tempo que assim o fez. Na época, a incerteza e o desalento reinavam diante do temor da derrota. Milhões de pessoas que não podiam acompanhar os detalhes dos acontecimentos da guerra buscavam atentamente detalhes na imprensa sobre as desventuras dos sitiados de Mafeking. E quando correram nos jornais as notícias de sua liberação, multidões deixaram as ruas de Londres intransitáveis durante as comemorações.
Os festejos do mais puro patriotismo tomaram conta das pessoas com tal alegria que só foi igualada com a declaração do armistício, em novembro de 1918. Mas a noite de Makeking tem sua marca. Na ocasião as pessoas não se comoviam pelos danos da guerra, experimentavam emoções comparadas ao frenesi dos torcedores em grandes espetáculos esportivos. Em 1918 os sentimentos de alívio e congratulação se sobrepunham a alegria. Todos levavam em seus corações as marcas dos sofrimentos passados.
Causou-me certo espanto em ver como B-P foi desaparecendo na hierarquia militar uma vez que a guerra havia terminado. Ocupou alguns cargos honrosos ainda que de importância secundária, no entanto todos os altos postos foram entregues a homens cujas façanhas não transcendiam aos círculos militares e cujos nomes jamais haviam recebido a recompensa do aplauso popular. Sem dúvida, Whitehal não se sentia bem ao ver os aplausos desproporcionais que as massas haviam acumulado sobre uma única figura. Não havia algo de “teatral”, de “não profissional” em uma pessoa que suscita o entusiasmo ingênuo do homem da rua?
A versatilidade provoca sempre certa desconfiança nas esferas militares. As vozes da inveja falavam de B-P. De todo jeito, a brilhante fusão da sorte e do êxito foi de plano encoberta por uma nuvem fria, através da qual o sol brilhava, mas com um raio tímido e não ofuscante. Os caprichos da sorte são incalculáveis, incontáveis são seus métodos. Às vezes quanto mais indiferente se apresenta a situação é quando está preparando seus mais surpreendentes dons. Que sorte foi para B-P não estar no meio dos assuntos militares no início do século! (...) Foi uma sorte para ele e para todos nós!
A isso se deve sua fama perenemente renovada, sua oportunidade de prestar serviços pessoais do mais duradouro caráter, e a ele devemos uma instituição e inspiração tipicamente britânica, essências puras de seu gênio, encaminhadas a unir em um laço de camaradagem não só a toda a juventude do mundo da língua inglesa, mas de quase todas as terras e povos abaixo do Sol.
Foi em 1907, que B-P implantou seu primeiro campo para ensinar os garotos a arte de explorar bosques e a disciplina da vida de descobertas. Vinte e um garotos de todas as classes, desde o extremo de Londres até Eton Harrow. Montaram suas pequenas barracas na ilha de Brownsea em Dorsetshire. Desde modesto início surgiu o movimento mundial do escotismo, constantemente renovado no transcurso dos anos, até alcançar hoje uma força que excede em muito os milhões de associados.
Em 1908, o explorador chefe, como ele se chamada, publicou seu livro “Escotismo para Rapazes”. Suscita em todos o espírito da aventura e o amor pela vida ao ar livre que é tão forte na infância. Mas, sobretudo desperta os sentimentos de cavalheirismo e essa correção e empenho nos jogos, seja o sério ou o inútil, que constituem a parte mais importante do sistema educacional britânico. O sucesso foi imediato e transcendental. O uniforme simples, calça e camisa cáqui, que estava ao alcance de todos, foi inspirado na antiga tropa do exército de Baden-Powell. O chapéu foi o famoso, com as abas retas, que havia sido usado em Makefing. O lema “Sempre Alerta” (Be Prepared) estava formado por suas iniciais. Quase imediatamente vemos nos dia de festa, pelos caminhos da Grã Bretanha, pequenas tropas e patrulhas de exploradores, grandes e pequenos, bastão na mão, avançando animados até os bosques e terrenos demarcados que por sua exemplar conduta eram rapidamente franqueados. Imediatamente brilharam os fogos de viva de um grande exército, cujas filas nunca estarão desertas e cuja marcha não acabará enquanto fluir o sangue pelas veias da mocidade.
É difícil entender a saúde mental e moral que esta simples e profunda concepção trouxe a nossa pátria. Naqueles dias passados, o lema “Sempre Alerta” teve um significado especial para o país. Os que avistavam a proximidade de uma grande guerra acolheram com simpatia o despertar da adolescência inglesa. E ninguém, nem sequer os mais pacifistas puderam sentir-se ameaçados, porque o movimento não tinha caráter militar, e até os mais ásperos críticos viram como um meio de dissipar a vadiagem juvenil.
Muitas instituições veneráveis e muitos regimes famosos foram honrados por homens que pereceram na tormenta, mas o movimento escoteiro sobreviveu. Sobreviveu não só a grande guerra, mas às dificuldades do pós-guerra. Enquanto tantos elementos da vida e do espírito das nações pareciam perdidos, aquele movimento florescia e crescia incessantemente. Seu lema adquire novo significado nacional à medida que os anos passam sobre nossa ilha. Leva a todos os corações sua mensagem de honra e dever: “Sempre Alerta” para se levantar e defender o direito e a verdade, seja de que forma os ventos soprem.

Associação dos Escoteiros Húngaros

ESCOTEIROS HÚNGAROS

Este ano a Associação dos Escoteiros Húngaros celebra os 100 anos de sua fundação e para exaltar sua importância, os correios da Hungria emitiram no final de abril uma folha comemorativa cujos desenhos são uma composição gráfica relacionada com o escotismo, o Jamboree Mundial, treinamento de liderança, o batedor e o símbolo do escotismo. O primeiro acampamento escoteiro aconteceu em 1º de agosto de 1907 na ilha de Brownsea, no sul da Inglaterra. Movimento fundado por Robert Baden-Powell , ele só apareceu na Hungria em 1910 e no dia 28 de dezembro de 1912 era fundada a Associação dos Escoteiros Húngaros que atualmente conta com 10 distritos devidamente organizados no país. A emissão é muito importante a todos os que dedicam-se a este fascinante tema filatélico.

O Princípe e a Plebéia Escoteira

Kate Middleton assume trabalhos sociais na Grã-Bretanha


Tarja para o tema William e Kate
Kate Middleton assume trabalhos sociais na Grã-Bretanha

Ajuda a ONGs é nova etapa das funções reais da duquesa de Cambridge

A Duquesa de Cambridge, Catherine Middleton
A Duquesa de Cambridge, Catherine Middleton (Chris Jackson / Getty Images)
A duquesa de Cambridge, Catherine Middleton, mulher do príncipe William, assumiu nesta quinta-feira uma série de trabalhos sociais. Ela será presidente de honra da Action on Addiction, uma organização beneficente que dá apoio a dependentes químicos e da East Anglia's Children's Hospices (EACH), uma associação que ajuda crianças acometidas por doenças graves. Kate ainda assumirá cargos honorários no The Art Room, organismo dedicado a ajudar as crianças com dificuldades por meio da arte, e na National Portrait Gallery, o grande museu público britânico.
A ação social de Kate é considerada uma nova etapa em suas funções reais, oito meses após se casar com o neto mais velho da rainha Elizabeth II. Além das ONGs, a duquesa será voluntária da Scout Association, e terá atividades com os escoteiros especialmente no norte de Gales, onde reside com o William, perto da base em que o príncipe atua como piloto de helicópteros de busca e resgate. A própria Kate foi escoteira quando criança.
O palácio de Buckingham divulgou nota em que afirma que as novas funções de Catherine refletem seus interesses pessoais pela arte, a promoção das atividades ao ar livre e a ajuda às pessoas necessitadas de qualquer idade, especialmente as crianças. Depois de passar o primeiro Natal com a família real, ela se prepara agora para passar uma temporada separada de William, que cumprirá uma missão de seis semanas nas ilhas Malvinas.
(Agência France-Presse) 

Escoteiros encontram arsenal na floresta

O Estado de S.Paulo
Um grupo de escoteiros belgas descobriu um pequeno arsenal em uma floresta perto da cidade de Opglabbeek. O armamento, que foi abandonado no local pelo Exército da Bélgica, incluía equipamentos antitanques que estavam carregados.


domingo, 26 de agosto de 2012

BALSIADES

Quando Pioneiro, participei de uma Competição de Balsas, organizada pelos Grupos Escoteiros João de Barro e Cruzeiro do Sul.
As balsas, construídas pelos escoteiros, serviram para um cruzeiro que durou  dois dias, descendo o Rio dos Sinos, entre as cidades de Taquara e São Leopoldo. Foi um grande desafio, ainda mais para quem pertencia a um Grupo de Escoteiros do Mar, um Pato D'Água.
Na  construção das balsas, usamos  barris presos  a uma armação de taquara. Bastante rústica, as balsas viraram atração na cidade de São Leopoldo, até reportagem no jornal saiu na época.
Quem sabe, junto com os escoteiros de São Leo, o pessoal do G.E. Orion, não fazemos uma nova Balsiade. Está lançado o desafio, para os Seniores do GEMar Campo Novo.
Vamos lá pessoal, remos avante e brisa na cara.

 Fotos da época, uma época que não volta mais.

Gafes Escoteiras

Passeando pelos sites escoteiros (oficiais e não oficiais), vocês encontram algumas, digamos, “gafes escoteiras”, que poderiam ser evitadas com uma simples visita ao oráculo. Outras são simplesmente mitos que se instalaram no escotismo ou histórias que sofreram alterações quando foram passadas de geração para geração, ao mais puro estilo “telefone sem fio”. Abaixo, uma pequena relação delas.

Bôeres não eram índios!

A fama que gozava B.-P. na Inglaterra em tempos de guerra fez que o escotismo tivesse boa aceitação entre o público jovem. Aqui cabe lembrar que o que conhecemos por “movimento escoteiro” começa com o livro “Escotismo Para Rapazes”; porém, o que entendemos como scout (o rastreador, batedor, explorador) começa antes mesmo do “Aids to Scouting”. Feito o parêntese, voltemos à participação de Baden-Powell na guerra.
O “Cerco de Mafeking”, um episódio bélico bastante lembrado pelos escoteiros, principalmente pelas façanhas realizadas por B.-P., não ocorreu entre índios e ingleses. A cidade, Mafeking, foi sitiada por imigrantes holandeses que não eram partidários da ocupação inglesa à época. A estes imigrantes se lhes dava o nome de “Bôeres” (“fazendeiros”, em holandês).  Abaixo, vocês podem ver uma foto de um grupo Bôer.
Como veem, não eram índios armados com lanças e escudos. Inclusive, a cidade de Mafeking sofreu o cerco justamente porque os Bôeres adquiriram o melhor armamento da época para esta guerra.

Escotismo não é militarismo!

Quem já não viu essa expressão pelas redes sociais, listas de discussão ou literatura escoteira? Na verdade, essa afirmação não se trata de uma gafe, mas de uma tênue linha que separa as práticas militares do escotismo.
O escotismo, mesmo deixando claro desde seu nascimento que era um movimento para a paz e para a formação de jovens, algumas vezes recorreu à propaganda de caráter militar e, ainda hoje, usa nomenclaturas que nos remetem ao exército.
Mesmo assim, há os que justificam a distância ou a proximidade do escotismo em relação ao militarismo usando argumentos pejorativos como “nós pagamos 10” ou mesclando exército com regimes de exceção.
Lembremos que para a juventude da época, o exército era um dos maiores representantes do que se entende por cidadania e amor à pátria – duas das virtudes ainda trabalhadas no escotismo. Soldados e oficiais, além do respeito, eram tidos como heróis entre os jovens: Baden-Powell mesmo foi um desses heróis e, sabendo do fato, usou de tal fama para alavancar sua ideia, o “escotismo”.
Em 1914, quando o mundo estava com os olhos voltados para a Primeira Guerra, Baden-Powell escreveu um livro para escoteiros e para aqueles que já tinham passado pelo movimento (nessa época, o escotismo só contemplava rapazes até 14 anos).
O livro se chamava “Marksmanship for Boys” ou “Tiro de precisão para Garotos”, e ensinava jovens a empunhar um rifle, caso a Inglaterra chegasse a um conflito armado dentro de seu próprio país. O livro ainda mostrava como os escoteiros deveriam se organizar (companhias, batalhões, tropas etc) e a função de cada qual em sua Patrulha. Faz menção à conquista da insígnia “Pena Vermelha”, que era concedida por um oficial do exército aos que se destacavam no treinamento com base no livro.

Para quem leu o livro de Benjamin Sodré (o “Guia do Escoteiro”, ed. 1936), deverá ter visto a proposta de formação de Patrulha para uma caminhada, que nos lembra  a que é usada por militares. Neste mesmo livro, encontramos a suástica que, longe de ser conhecida somente por ter sido usada pelos nazistas, também fazia parte dos emblemas de exércitos.
Hoje, porém, apesar de alguma que outra nomenclatura, canção e atividade, o movimento escoteiro se assemelha muito mais ao exército, por exemplo, em ajudas humanitárias (que tão bem são feitas pelos militares) do que por qualquer outra coisa.

O novo acordo.

O ano passado poderia ter brilhado à perfeição no que se refere à literatura escoteira técnica, se não tivéssemos cometido uma pequena gafe.
Em 2009 foi aprovado o novo acordo ortográfico, que acabou mudando algumas palavras de uso frequente no escotismo. Este acordo passa a valer no dia 1° de janeiro do ano que vem e, mesmo assim, a literatura (principalmente a dos ramos) está sendo lançada à margem das novas regras.
Capa “Alcateia em Ação”.
Pág. 2 do “Alcateia em Ação”. Nas demais, ora com acento, ora sem acento.
O Word, programa de edição de textos, na sua versão 2010, já contempla o novo acordo ortográfico e corrige palavras como alcateia, plateia, ideia, assembleia ou heroico – todas sem o querido acento que gostávamos de colocar.
Para os que ainda têm dúvidas, recomendo o site Ortografa!, que ajuda na tarefa de redigir de acordo com esta nova gramática.

Escotismo é só para os jovens! Será?

Este blog às vezes veicula artigos direcionados a este tema justamente por entender que, além do jovem, os adultos contribuíram (e continuam a contribuir) ao sucesso que hoje é o escotismo.
A afirmação do título é correta, desde que entendamos por “escotismo” a aplicação do método escoteiro, cujo alvo são as crianças. Por definição, se escotismo é uma escola de cidadania, cedo ou tarde teremos que nos graduar e passar a ser cidadãos – que é o que entendemos pela vida adulta, o trabalho, a formação de uma família, as responsabilidades etc.
Mesmo assim, por repetir o mantra “escotismo é para jovens”, acabamos nos esquecendo de dar a merecida atenção a quem tem o mérito de deixar sua família em casa num sábado para ir até uma sede escoteira.
Em países como Estados Unidos, Canadá e principalmente Inglaterra, temos visto campanhas totalmente direcionadas ao voluntariado para que possa, ele também, ocupar seu tempo livre em um ambiente escoteiro, não só como “chefes”. Exemplo deste tipo de publicidade é o próprio apresentador Bear Grylls que, no ano passado, fez um anúncio televisivo para cooptar adultos para a The Scout Association.
Além disso, temos a associação de adultos vinculada à WOSM, que pouco é conhecida no Brasil. Trata-se da ISGF –International Scout and Guide Fellowship. Caso queira saber um pouco mais, basta clicar aqui.

Com as próprias pernas, mas sem o próprio nome.

Contadíssima e lendária a história do Caio Vianna Martins – o escoteiro que se tornou herói por dispensar uma maca e deixá-la aos feridos mais graves num acidente de trem.
Até aqui, ao que parece, não há nada de errado, se não fosse por um detalhe “alla” jogo de Kim. A grafia correta do sobrenome do Caio é “Vianna” (com dois N). Na imagem, vocês verão que nossos sites parecem não entrar num acordo.
Vocês poderão pensar: “mas é só uma letrinha”. Se aos vivos lhes devemos respeito, aos que já não se encontram entre nós devemos mais, a começar por escrever corretamente o nome de quem, ainda hoje, inspira jovens e adultos.
Caio Vianna Martins.  Além do túmulo, há um documento (talvez único) que certifica a grafia correta do nome, que é o atestado de óbito de Vianna, encontrado em Belo Horizonte no arquivo público. Tiremos essa dúvida? A dica é para o CCME.

Ouça os jovens…ouça os mais velhos…afinal, a quem devemos ouvir?

A exemplo do “escotismo não é militarismo”, esse é outro mantra evocado, muitas vezes, de forma equivocada.
Os leitores concordarão que por mais desculpas que possamos dar em relação aos anseios de uma tropa, estamos tratando com garotos e garotas com o discernimento próprio e natural da idade deles. Concordemos, então, que ouviremos o jovem naquilo que lhe diz respeito, deixando ao adulto as questões referentes aos…adultos.
Escotismo, em todo caso, será “um movimento juvenil com a orientação e coordenação de adultos”.
Lembre-se que o importante não é a gafe – algo que todos cometemos no dia a dia. O importante é a rapidez em corrigi-la, contrastar a informação e buscar novas fontes para enriquecer o conhecimento.